A entidade Fespa [Federação das Associações dos Profissionais da Indústria Gráfica em Impressões Screen e Digital] divulgou um estudo inédito sobre o mercado gráfico mundial, realizado pela InfoTrends, em 54 países. De acordo com a pesquisa, o mercado foi estimado em 58 bilhões de Euros em 2008, valor geral de mercado que reflete apenas resultados de uma variedade de oficinas de impressão que servem aos mercados gráfico e sinalização. A InfoTrends acredita que o mercado deva ser segmentado entre as regiões tecnologicamente mais avançadas [América do Norte e Europa Ocidental], e as em evolução, mas com bons parques industriais [Ásia e Pacífico, partes da Europa Oriental e América Central e Latina]. Os ramos gráficos mais encontrados pela pesquisa foram de especialistas em impressão digital, serigrafia e empresas de sinalização. A pesquisa demonstra como o mercado de impressão em grandes formatos é fragmentado e altamente competitivo.
Se pegarmos essa pesquisa da FESPA e a colarmos sobre a realidade continental brasileira, vamos encontrar a mesma informação empresarial, mas com a falta de trocas de tecnologias e de subsídios para escolas técnicas relacionadas a novas especialidades gráficas e artísticas, sem se esquecer a clara falta de sensibilidade do empresariado local com a imprensa especializada através do conceito “publicidade é gasto” [leia-se “O mercado não rola...”, artigo de Mariza de La Paz, in Revista I&C, Junho de 2010]. Ou seja: o empresariado gráfico do Brasil só deixará de ser “emergente” quando apostar em demonstrar aos políticos a sua importância econômica e tecnológica e aprender a olhar para a imprensa especializada não como um “gasto”, mas como um dos caminhos para a vitória da sustentabilidade. [jb]
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