
A história é velha, mas merece ser recontada. E vamos lá... O que o povo diz vai parar, invariavelmente, na imprensa regional, e de tanto esse falar se misturar na ´cousa´ cotidiana vira lenda urbana. Ora, sabemos disto pela antiga ´literatura de cordel´ que os portugueses assentaram no nordeste. E se essa labuta literária ainda persiste, vemos hoje o falar do povo estampado em camisetas – eh, as mesmas camisetas que estampam as bonitas paisagens do sertão e do litoral nordestino. E então, o falar do povo transformou-se em material gráfico para comunicar visualmente numa estampa serigrafada ou plotada com requintes de alta tecnologia, ou simplesmente na passagem chapada de um rodo moleque. Ao olharmos uma camiseta com as frases populares que pulam de gracejo em gracejo nos palcos de comediantes, sabemos que a estampa é de fino recorte em alma sublimada. Isto significa que a indústria brasileira da Comunicação Visual está atenta à cultura regional e que dela tira proveito mercantil com aplicação de tecnologias de última geração, e faz disso cartão postal que o turismo, se ainda não aproveita totalmente, vai fazê-lo em breve. Na última Maquintex, feira realizada em Fortaleza, empresários, técnicos, professores e estudantes, puderam verificar a facilidade de comunicação visual com que o nordeste deslumbra o Brasil e o mundo. Logo, não é por acaso que a indústria de Comunicação Visual já aposta neste pólo econômico... Ora, quando se fala de Comunicação Visual fala-se... de estampa, de imprimir a mensagem popular e a imagem turística. E é assim que, de Blumenau a Fortaleza, o Brasil da estamparia é um sorriso bacana que vai da lingerie ao boné e nos embala o olhar na camiseta. [jb]

Não, não é de hoje. O que hoje chamamos de foto-produto é uma arte antiga de registrar momentos que queremos perpetuados, pessoal e institucionalmente. Artesanal ou [foto]graficamente sempre fizemos esse registro. Estamos na era das tecnologias digitais, seja com mega equipamentos para atividade industrial ou, por ex., equipamentos de pequeno porte para escritório familiar. Esta circunstância tecnológica é que nos permite, agora, imaginar e realizar um foto-produto diversificado para todos os bolsos e gostos... Tal é importância do valor agregado tecnologicamente que podemos considerar por base de um foto-produto um tecido que, anos atrás, só poderia ser impresso têxtil-serigraficamente, e que hoje o é também digitalmente, por termo-transferência ou diretamente, contando com a evolução da técnica da sublimação, a par... e eis outro exemplo, dos papeis e laminados auto-adesivos, que permitem todo o tipo de expressões artísticas, entre a decoração de uma caneca à alteração de um ambiente doméstico, ou, à mais tradicional impressão de uma etiqueta personalizada! Como anuncia a Pimaco/Bic, são produtos com a sua cara, ou, na reafirmação da QuinPrint, da Embaplan e da J-Teck, tecnologias que liberam a alegria de viver em cada pessoa que se reinventa. Papéis, plásticos e laminados auto-adesivos especialmente formulados para suporte de fotoproduto, além de impressoras, tudo isso está disponível no mercado da Comunicação Visual e da Fotografia graficamente especializada. Qual é a dificuldade? Ora, basta ter em casa um computador com programas gráficos [CorelDraw, PhotoShop] e uma impressora, papel autoadesivo do tipo fotográfico e criatividade quanto baste...Experimente decorar uma caneca com a foto da pessoa mais amada, ou um livro de fotos da sua atividade profissional, hein...Eis o fotoproduto! www.quinprint.com // www.pimacoexpressions.com.br // www.j-teck3.com // www.embaplan.com.br // www.havir.com.br // www.metalnox.com.br // www.photoimagebrazil.com.br // www.brima.com.br

De uma pequena loja para consertos de relógios a sintetizadores musicais, Ikutaro Kakehashi formou a Roland Corporation que veio a se introduzir também na área gráfica digital. Considerado, e com muita justiça, um dos grandes industriais do Século 20, Kakehashi soube aliar o seu estilo visionário a uma ação técnica e industrial de experimentações. Ser o melhor, não o maior foi a bandeira que escolheu para si e repassou a toda a corporação quando tal evento empresarial aconteceu. O trabalho e “as pesquisas de Ikutaro Kakehashi mudaram a maneira de fazer música, de interagir com plataformas eletroeletrônicas, e com isso mostrou o grande japonês ao mundo que era necessário, e é sempre, operar com a sabedoria de ontem para projetar o amanhã”, como escreveu o poeta e técnico J. C. Macedo sobre ele [in revista ´Mundo da Canção´, Porto/Pt, 1983]. A idealização do sonho de Kakehashi levou-o a considerar outra bandeira: nós desenhamos o futuro. Quando, em 1960, fundou a Ace Electronic Industries já sabia que estava no caminho certo, e a Roland Corporation [o “R” foi retirado de ´Song of Roland´, um poema medieval francês] foi estabelecida em 1972 já com a certeza de que era possível uma plataforma de comunicação entre dispositivos de Música Eletrônica de onde saiu o sintetizador SH1000 utilizado pelos grupos Vangelis e Jethro Tull, por exemplo; e, “de tal plataforma eletroeletrônica de unidade na geração musical, surgiu a idealização de um complexo gráfico compacto e móvel para impressão e recorte digital” [João Barcellos, in “Roland & IK: da música à gráfica digital”, art., Cotia/Br, 1998], e em 1996 foi comercializada a plotter inkjet CAMMJet CJ-60. Ikutaro Kakehashi não é somente o visionário empreendedor japonês que mudou a maneira de agir industrialmente através de interações tecnológicas e empresariais, é o ser humano fazendo jus ao conhecimento adquirido. João Barcellos

Com ele se faz passar a Tinta entre as áreas vazadas da Emulsão e de forma uniforme. O que dizer? Como ferramenta de serigrafista o Rodo é a imagem desta profissão artística e industrial. Quando se fala de Matriz fala-se do Quadro [de metal ou de madeira] em que se estica o Tecido técnico, que recebe uma camada de Emulsão para ser o suporte da Imagem/Motivo que será transferida a uma determinada Peça. Se existem [ah, se existem...] variantes muito importantes nessa etapa da pré-impressão a serem observadas meticulosamente, também o Rodo, já na etapa de impressão, não é apenas a ferramenta que empurra ou arrasta a Tinta, ou a Pasta. Muitas pessoas ainda olham para o Rodo sem enxergarem a dinâmica tecnológica que o envolve. Ele pode ter uma base de madeira ou de metal, e a lâmina pode ser confeccionada com diversos materiais, como borracha sintética, nitrílica, etc., mas é a borracha de poliuretano o material que mais se adapta à impressão serigráfica por permitir que a lâmina possa ser preparada com diversas durezas e se adequar a cada tipo de impressão e de substrato [material, mídia, etc.]. Então, existem ´variantes para um rodo´? Pois é, gente, um Rodo é uma ferramenta que deve ser estudada desde o cabo à lâmina, passando pelos diversos fios-de-lâmina, velocidade de ação [puxada da Tinta] e inclinação; e tudo isto tem a ver com a qualidade da impressão, porque é na pressão e inclinação do Rodo que se determina a correta deposição da Tinta, e sendo a ação mais lenta ou mais rápida deixará a Estampa perfeita ou borrada... A afiação é o acerto do fio-de-lâmina, e como existem diversos tipos de Lâmina, as fábricas de material para serigrafistas produzem máquinas de afiação distintas. O perfil da Lâmina influi decisivamente na impressão. Que tipos de perfis existem? O retangular e o chanfrado [em V], o retangular de bordas arredondadas, o arredondado e o diamantado, o tipo T e o chanfro simples. Como se vê, para cada tipo de impressão existe um tipo de perfil de Rodo.
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