Edição 101 | MAIO de 2016


..: DESTAQUES :..

  • PRINCIPAL
  • Corte de Peças
  • Literatura Técnica
  • Serigrafia
  • Criatividade
  • Ampla Digital
  • UNIRICH
  • All Pigment´s


Os velhos mestres alquímicos que, na Università de Bologna interpretaram a mundo cósmico-humano à luz do experimentalismo noético, deixaram um legado para a Ciência pouco estudado pela juventude nas escolas e desconhecido pela maioria do empresariado. Agora, as novas tecnologias, oriundas daqueles estudos que os religiosos tinham como ´bruxaria´, alargam os nossos horizontes e permitem-nos métodos de aplicação que a cada nova invenção nos levam à reengenharia da própria vida. “Pegar uma câmera digital e fotografar uma rosa no quintal, plantada por mim mesmo, e mostrar que a naturalíssima cor cósmica nunca é a mesma, apesar dos mesmos efeitos das gotas d´orvalho sobre as pétalas, é filosofar com tecnologias só possíveis diante da alquimia que agora nos permitem reproduzir fielmente a circunstância da captação da imagem, seja em material têxtil ou gráfico. Eis a base da comunicação visual que ilumina a moda, qualquer moda, e informação, qualquer informação...”, disse eu em 2 de Abril para jovens estudantes. Plataformas de maquinário para impressão digital têm hoje o mesmo eixo usinado cuja planicidade permite a obtenção de estampas com tintas formuladas para cada tipo de resultado através de cabeçotes aos quais a nanotecnologia impõe a qualidade da exatidão via computação gráfica. E tudo isto, começou lá no Século 12 com os mestres de Bologna e continuou nos Séculos 19 e 20 com Nikola Tesla, cujos inventos ainda estão a gerar novas tecnologia e aplicações eletromagnéticas e eletromecânicas para o universo da imagem têxtil e graficamente trabalhada, e principalmente da telecomunicação. E assim é que capt[ur]ar uma rosa no quintal e dela fazer arquivo no computador para lhe dar forma de algoritmo não é uma simples operação, como pode parecer olhando a foto impressa na capa da revista. A máquina impressora, o papel, o programa de computação, a tinta, o olhar de quem manipula a imagem para a inserir no layout da revista, tudo exige disposição multicultural, logo, uma engenharia mental cuja bagagem é uma caixa de ferramentas multiuso... E eis porque vos trouxe a rosa com gotas d´orvalho: precisamos, sempre, refletir sobre as tecnologias que aplicamos e a moda que fazemos.


COR: É uma informação processada no nervo ótico.

A saber: é a percepção visual gerada pelo efeito de um feixe de fótons sobre as células que compõem a retina, e tais células fazem chegar essa informação ao nervo ótico na forma de impressões ao sistema nervoso.

CORTE DE PEÇAS

do artesanato à ferramenta digital


Na confecção existe uma etapa dita enfesto e nela estão parâmetros de execução que exigem experiência diante das camadas sobrepostas do tecido que vai virar produto: definido o encaixe colocam-se as camadas na mesa de corte fixando-se o risco pré-determinado. Do olhômetro de confeccionista de experiência feita passando pela modista que trabalha apenas com coleções, a precisão artesanal cabe somente em pequenas produções; agora, o olhômetro e o risco, e no geral o enfesto, estão em substituição... Sim, o enfesto é o mesmo, mas a precisão é computacional, ou seja, um programa [software] de computador [hardware] é idealizado para receber os dados de uma coleção, processa-os, e logo desenvolve as medidas e os cortes do tecido (todos os tecidos, e couro e etc.), além de planejar os tipos de estampas, cores... e caimento! Ora, o olhômetro não tem mais cabimento nesta era digital. Além do computador existem as máquinas de costura com comando digital, máquinas de impressão e corte [plotters] e as maquinas que, com laser, fazem o risco e determinam os cortes na mesma plataforma; então, seja têxtil, estofadora ou coureira, a produção tem um custo-benefício tecnológico, econômico e social. Obviamente, é preciso que as pessoas estudem e se adequem à era digital, pois, não é mais aceitável a irresponsabilidade que gera desperdício e poluição.



Imagens: da Web e do BC TerraNova / I&C de reportagens com Lectra e Audaces.


LITERATURA TÉCNICA

entrevistando João Barcellos

Utilizei o ensaio-palestra “Indústria Digital”, que depois virou mais um livro de João Barcellos, para dar corpo a uma tese acadêmica. Mas a poética com que ele fala e escreve sobre tecnologias deixou-me na espera de uma entrevista. Quando? Quase embarcando na ponte aérea Sampa-Rio vi aquele senhor andando calmamente pelo saguão. E aquela barbicha de ´kung-fu´ era inconfundível: “É ele, o escritor”, foi o que pensei. Chegando mais perto, embora certa, perguntei se era ele. “Ah, eu mesmo!”, respondeu. Identifiquei-me e ele lembrou da minha solicitação para utilizar o ensaio-palestra na tese. Disse-lhe que tinha uns minutos e se poderia, então, conceder-me uma entrevista. “Desde que eu possa publicar, toda ou parte, na Revista I&C, tudo bem”, respondeu. Sentamos no bar e eu registrei:

CJ – Professor, como é ser um fazedor de conteúdos históricos e tecnológicos?

JB – É abrir a bagagem de mais de 40 anos de atividade literária, historiográfica e editorial, adicionar conhecimentos gerais e experiências profissionais entre têxteis e eletromecânicos, e, enfim, reinventar dia a dia a linguagem da comunicação social.

CJ – Assim, até que parece fácil...

JB – Só parece, menina. Você é uma jovem professora e só vai perceber se é fácil ou não com a maturidade profissional.

CJ – Percebi a dificuldade para formular a minha tese acadêmica, e ainda tive que ligar para o senhor confirmando dados (Ele ri e aponta o dedo para o meu nariz como que a dizer “está vendo”). Acerca deste segmento da Comunicação Visual (que você defende, também em livro, ser uma indústria de conglomerados como têxtil, têxtil digital, moda, serigrafia, solda eletrônica, tampografia, enfim...), você escreveu cinco livros, hoje esgotados. Foi bom o resultado?

JB – Muito bom, porque pude publicitar a minha opinião em meio a definições tecnológicas e provar que tudo o que vestimos e calçamos, ou estampamos, é comunicação visual. Mais: provei que os segmentos da Comunicação Visual ainda não têm uma cultura industrial própria, por isso a desinformação que grassa por aí!

CJ – É mais uma informação de catálogo...

JB – ... Ah, ah, ai..., quando tem catálogo!

CJ – Por que falta literatura técnica nos segmentos da Comunicação Visual?

JB – Mesmo quando viajam, os empresários não se preocupam e adquirir livros técnicos. Eu e a Editora Sertec somos os pioneiros por aqui pela continuidade das publicações.

CJ – O senhor se acha isolado?

JB – Já teve empresário que me disse serem os livros técnicos uma perda de tempo. Infelizmente, é a maioria que diz isso. Uma nova onda empresarial está tomando o curso da indústria brasileira também nestes segmentos, por isso sigo em frente.

   Última chamada para o voo de Curitiba e João Barcellos vai encontro de outros jornalistas para mais uma missão no meio da Comunicação Visual. Sinto-me honrada e dou a notícia às minhas colegas. Um hit numa madrugada de garoa na Sampa.

Cristina Jordão – Professora de Artes Visuais.
Aeroporto de Congonhas, Março de 2016.


A Paixão de Serigrafista com

ALEXANDRE FERREIRA

Formado em Educação Artística e História da Arte em 2002 pela UERJ, Alexandre Ferreira iniciou a carreira como impressor serigráfico voltado para produção comercial em 1993 e logo, em 1995, deu início a pesquisas com serigrafia artística. Em seguida, lecionou arte serigráfica no SENAC – RJ (1995 a 1999), Projeto CAPACITAÇÃO SOLIDÁRIA no CEFET – RJ (1999 e 2001), na ong Ação Comunitária do Brasil (2002), Oficinas de Criação Artística da UERJ (2002 e 2008), Centro de Artes Calouste Gulbenkian (2001 - 2011). Nos anos 2003 e 2004 e de 2006 a 2008 foi professor substituto da disciplina de Gravura na graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da UERJ, onde ministrou as técnicas de xilogravura, gravura em metal e serigrafia. Em 2009 ministrou oficina de serigrafia no curso de artes visuais na Usina de Arte João Donato, em Rio Branco (Acre). Colaborou com artigos sobre serigrafia artística em periódicos especializados e no site do Instituto Português de Tecnologia Serigráfica, além de foco de artigos técnicos do editor e escritor João Barcellos. Em 2013 ministrou oficinas de serigrafia no Sesc Ramos RJ. Em 2013 e 2014 levou a serigrafia para o Sesc Arsenal de Cuiabá (MT) Hoje, ministra Curso Básico de Serigrafia na região de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro [www.serigrafiacursoalexendreferreira.blogspot.com / 21-99403.4889], e é referência nacional para consultoria sobre arte serigrafista.


ARMAZÉM DA CRIATIVIDADE

um cais de modernidade na interiorização das tecnologias


Laboratório para empreendedores sem limites de criatividade foi projetado e instalado no Polo Caruaru com apoio governamental. E depois do laboratório de audiovisuais de Recife, este de Caruru é uma grata surpresa pelas condições de trabalho e as oportunidades tecnológicas que oferece. Direcionado ao desenvolvimento de projetos e ferramentas no âmbito das Tecnologia de Informação e Cultura – TIC´s, este moderníssimo Porto Digital tem uma linha de cais onde aportam criadores individuais e coletivos, empresas, sendo que até empresas podem alocar escritórios no Armazém da Criatividade para se integrarem no contexto socioeconômico do agreste pernambucano. O Armazém da Criatividade está localizado no Polo Comercial de Caruaru e tem 1.800m² de área com laboratórios, salas de treinamento, incubadora, showroom e coworking. Um dos grandes intuitos do espaço é trabalhar com a cadeia produtiva de moda da região, oferecendo, entre outros estágios e processos, o que há de mais moderno na modelagem e impressão 3D. O ambiente também dará suporte tecnológico a projetos nas áreas de games, animação, design gráfico e de produto.



contato@laboratoriodecriatividade.com.br

KM 62, S/N 55014-908
Polo Caruaru Rua Barão de Caruaru, 104
55018-370 Caruaru - PE


Coworking é união de um grupo de pessoas que operam independentes umas das outras, mas compartilham valores e buscam a sinergia que acontece quando pessoas talentosas dividem o mesmo espaço, gerando um fluxo de troca de idéias e experiências.

nível industrial em estado de arte

Ampla Digital

   Apesar da automação e robótica, uma empresa feita por e com gente de verdade em processo colaborativo desde a diretoria à turma da portaria. Eis a Ampla Digital. Um chão-de-fábrica moderno onde se desenham e produzem máquinas impressoras com o selo “Feita no Brasil” para o universo da Comunicação Visual, que o mesmo é dizer para fazedores de sinalização publicitária e funcional, acabamentos personalizados (moveleira, calçadista, vestuário, cenografia, etc. e etc.) e Têxtil Digital.

Evoluindo do mercado gráfico para os segmentos da impressão digital, com fábrica em Pinhais, no Paraná, e representantes em vários estados do Brasil e no Mundo, com destaque para o oriente, a Ampla Digitalalcançou o nível industrial em estado de arte, nível raramente alcançado por indústrias nacionais e menos em momentos de crise política aguda que paralisa a economia e a produção industrial.

O maquinário para digitalização de produtos é fabricado agora com usinagem robótica própria, e até a tinta, importada, é formulada sob dados fornecidos pelo departamento especializado da empresa. Toda a linha de impressoras obedece a uma plataforma mecânica de cuja planicidade depende o sucesso do produto final, e só a usinagem de alta engenharia poderia dar à Ampla Digital esse desempenho industrial, e o novo chassi monobloco Ampla Core permite longos ciclos de produção em altíssima qualidade, conferindo robustez, confiabilidade e estabilidade ao equipamento.

Pode se dizer que a Ampla Digital, sem esquecer que Lie Tji Tjhun, o fundador, é agora presidente do conselho, é um empresa de jovens que acreditam na criatividade para dar continuidade ao fundador, mas é uma criatividade embasada na harmonia entre a venda de valor e a demanda mercadológica.

   A produção da linha de impressoras da Ampla Digital segue o que a diretoria defende: perceber nos nichos de mercado a necessidade de equipamentos de alta produtividade sem perda de qualidade, industrial e estética. Mais uma vez e a terminar: eis a Ampla Digital, uma empresa brasileira.


New-TargaXT-LED-UV




TargaUV flatbed

New-TargaXT

 

Tecidos Técnicos Para Serigrafia

UNIRICH

UNIRICH (SUZHOU) BOLTING CLOTH CO LTD (UNIRICH) foi criada em 1995 e suas fábricas se encontram em Suzhou. UNIRICH é controlada integralmente pela Unirich Trading Pte Ltd de Singapura. A UNIRICH manufatura seus tecidos com equipamentos da mais alta tecnologia disponível no mercado, com supervisão técnica formada em Singapura, utilizando fios monofilamentos de alta qualidade, produzidos na Europa e na Ásia. A empresa iniciou a produção de tecido com 3 especificações, mas produz hoje tecidos de 7 até 165 fios por cm. A empresa ganhou status e reconhecimento como uma das fabricantes de ponta no mercado de tecidos técnicos, pela qualidade e confiabilidade dos seus produtos. Os tecidos UNIRICH monofilamento são usados para aplicações tanto no segmento de filtração como, especialmente, de serigrafia e com aplicações em vários mercados, como o de vidro, cerâmica, eletrônico, gráfico, embalagem, têxtil e alimentar. Estes tecidos são utilizados pelas maiores empresas no mundo inteiro. Os supervisores e equipes da UNIRICH estão totalmente empenhados em fornecer tecidos da mais alta qualidade e um serviço impecável aos seus clientes.

Saiba + solicitando dados em TEBEScreen Brasil / infos@tebescreen.com.br


All Pigment´s

Especializada no beneficiamento e venda de aditivos, distribuição de especialidades químicas e pigmentos, a All Pigment´s tem matriz e show-room no Estado de São Paulo.
A empresa presta todo o apoio técnico necessário ao desenvolvimento de novos produtos de clientes com uma equipe técnica treinada nas aplicações em todas as áreas de utilização dos pigmentos de efeito.

Pigmentos perolados  

  Propondo outras possibilidades, os perolados proporcionam a redefinição de produtos com novas cores e revestimentos de efeito. Oferecemos em nosso portfólio uma gama de cores com partículas de tamanhos e núcleos diferenciados desde a mica até aos mais sofisticados como boro-silicatos.

Glitter    

Com uma ampla variedade de cores e sempre presente no mundo da moda e em suas novas tendências para cada estação, a All Pigment´s disponibiliza uma ampla linha de Glitters – partículas de poliéster metalizado ou não, indicadas para enfeites, estamparia, confecção, maquiagens, esmaltes de unhas, customização e trabalhos artesanais. A empresa também trabalha com vários tamanhos de partículas atendendo a necessidade especifica de cada segmento de mercado.

Novas cores  

Com uma ampla variedade de cores e sempre presente no mundo da moda e em suas novas tendências para cada estação a All Pigment´s é uma empresa que investe em novos conceitos industriais.


www.allpigments.com.br
Escritório / (11) 2359-2351 // Fábrica / (11) 4246-0800




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